sexta-feira, 14 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

#52


Rochester: I don't mean to upset people, but I must speak my mind. For what's in my mind is far more interesting than what's outside my mind.

I'm Waiting Here

domingo, 9 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Roubado descaradamente à Maria

- Não sei se vou casar. – suspirou
- Porquê?
- Oh, acho que nunca irei casar, Maria. Mas se casar, tem que ser com uma mulher que leia muito.
- Eu sei que queres uma mulher inteligente, mas não achas que para casar contigo tem que ser idiota? Por esse prisma, sim, nunca irás casar.
- Às vezes não sei porque é que ainda somos amigos… - respondeu-me tirando-me o cigarro da boca.
- Hey…esse cigarro é meu! Que nojo, já o meteste à boca cheio de micróbios de gajas incultas.
- Não como gajas incultas. Tal como te disse, só caso com uma mulher que leia. E tem de ler muito. Tem de conhecer o Kafka, o Dostoievski, Kerouac, o Bukowski, até aquele magrinho que casou com a jornalista alcoólica…ah, escapa-me o nome!
- O Hemingway?
- Sim, o Hemingway.
- Mas as mulheres que lêem muito podem ter mau feitio, serem desarrumadas, ciumentas, possessivas, narcísicas. Já pensaste nisso?

- Já. Mas nunca serão enfadonhas. Já leram demasiadas histórias para quererem que a delas seja uma merda.

#50


Kveikur

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

segunda-feira, 27 de maio de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

sábado, 25 de maio de 2013

Big Yellow Taxi


Don't it always seem to go...that you don't know what you've got til it's gone.

Leeches dos The Glockenwise



(o álbum é de lamber os dedos)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

quinta-feira, 23 de maio de 2013

#41


#40


15 step.

Fuck you, I won’t do what you tell me.

#39


Sou um mestre na arte de falar em silêncio
Toda a minha vida falei calando-me
e vivi em mim mesmo tragédias inteiras
sem pronunciar uma palavra.
(F Dostoievski)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tristan und Isolde

Toward The Light


let me take you to a place I know.

#38


Juergen Teller.
Sigmund Freud's Couch (Malgosia), London, 2006.

Dancing On My Own


* música parola da noite que não sai da cabeça!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Asleep


Sing me to sleep...

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A virtude e o vício



Anda para aí uma praga de gente boa que incomoda os outros, como eu. São contra os vícios, contra os pecados, contra o excesso de sentimentos. Não se enervam, não levantam a voz, não discutem. Não sabem quem é o Sá Pinto, não percebem como é que se pode perder horas diante da televisão a ver futebol e não entendem que um homem possa ler simultaneamente Os sete pilares da sabedoria e A Bola. Nem entendem sequer a própria ideia de competição no desporto: se lhes acontece jogar volley de praia ou matraquilhos no Jardim Cinema, tanto lhes faz perder como ganhar – só jogam para se divertir.
Não fumam, não bebem, não comem carne. Olham-me com um ar condenável quando acendo um cigarro e ficam verdadeiramente incomodados quando lhes sopro para cima o fumo de um Monte Cristo nº 4. São macrobióticos, vegetarianos ou especialistas em comida alternativa, como unção de algas com finas fatias de peixe branco de Vanuatu. Olham-me enjoados se encomendo umas mãozinhas de vitela com grão e desmaiam de terror à ideia de serem convidados para uma matança de porco.
Acreditam em qualquer coisa vagamente mística e nas virtudes budistas da temperança. Ambas as fés lhes servem a funda convicção de que o mundo é demasiado humano para o seu gosto. Gostam de conversas calmas, de sentimentos controlados, de comida sem cheiro, de móveis de design, de linhas depuradas e rectas, como o próprio corpo que cultivam. Enfim, acreditam nessa verdade, mais perigosa do que todas as outras, que é a possibilidade de um mundo perfeito.
Todavia, ao contrário dos budistas, não são dados a renúncias nem desprezam o dinheiro ou as coisas materiais. Mas desprezam os gastos absurdos de dinheiro, aqueles que se consomem no próprio acto, como um Barca Velha de 94, uma garrafa de Veuve Clicquot aberta às três da manhã para ver melhor o cometa, ou um havano enrolado à mão para ouvir melhor o barulho das cigarras no campo. São herdeiros da civilização judaicocristã e, sem o saber, abominam tudo o que representa a herança do mundo greco-romano e árabe que fez do Mediterrâneo uma civilização única e inimitável. Fazem-me lembrar a oração do Papa Calisto II, a exorcizar o cometa Halley, à sua passagem pela terra, em 1452: «Livrai-nos, Senhor, do mal, do turco e do cometa».
Se são homens, não têm filhos porque lhes estragam a carreira e tiram a «liberdade»; se são mulheres, estragam-lhes a figura e a «liberdade». Sim, porque eles são livres: não prestam tributo ao vício e só respondem por si próprios. A «liberdade» ensinou-os a 83 planear, a prever; fogem do acaso e das circunstâncias como se foge de um intruso nocturno.
O que fazer com esta gente? Como ousar entendermo-nos, se a simples aproximação parece constrangê-los? Somos um monte de pecados e vícios que bate à porta da virtude. E é desesperadamente verdade que eles estão certos: é certo que viverão muito mais do que nós; é certo que eles estão livres de colesterol, de cirroses e de enfisemas pulmonares; é certo que não morrerão de stress, nem de desgostos de amor, nem de aflições paternais; é provável que nem sequer morram de coisa alguma.
Quem sabe, talvez este seja o caminho da imortalidade? Livrai-os, Senhor, dos males do mundo, da condição de homens, dos caracóis com orégãos e do cheiro das sardinhas assadas.
Sim, dai-lhes Senhor o eterno descanso.
“ Não te deixarei morrer, David Crocket” - Miguel Sousa Tavares.

I Need A Change



* close the door

#37


sábado, 18 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

maybe not




It's been too long since you are gone
I am thinking of you alone
You would never show me how much you scared of
What was going on.

Love

quarta-feira, 8 de maio de 2013

I Was There



I hear everybody that you know is more relevant than everybody that I know. 

#28


domingo, 5 de maio de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

domingo, 28 de abril de 2013

#24


I'll fuck you till you love me.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

segunda-feira, 22 de abril de 2013

domingo, 21 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Poesia


“Nunca engoliste?”

Três dos mais incrédulos pares de olhos que já alguma vez vi fixaram-se em mim. Fixaram-se na minha alma. Em quase 27 anos neste planeta, nunca, por uma ocasião sequer, ingeri sémen de um homem. Sou uma pessoa que partilha demais o que sente, um tipo de pessoa que tem preferências sexuais que a maioria das pessoas considera pervertidas. E, ainda assim, consigo mandar um tiro pela culatra.

“Não sei”, respondi, a olhar para a minha cerveja. “É tipo ostras, ou algo do género. A textura enoja-me por ser tão peganhenta. Sou uma gaja que prefere cuspir.”

Os meus companheiros de jantar rebentaram num riso rouco. O que era assim tão engraçado?

“É na boa”, disse o Noah, a limpar as lágrimas, “mas o que estou prestes a mostrar-te vai mudar a tua vida.” E despejou água num copo.

“Isto”, disse ele, enquanto levantava o copo até aos lábios, “é como tu pareces quando estás à procura de algum sítio onde cuspir.”

Ele deu um gole na água, voltou a cabeça num ângulo de 45 graus, projectou a parte de baixo do maxilar, enquanto abanava a testa, ao mesmo tempo, com um ar enojado. Não parecia bom. Engoliu a água, olhou para mim severamente e disse: “Agora, imagina isto com uma miúda nua, que está a correr para a casa de banho.”

Toda a gente ficou em silêncio por momentos, antes da Ainslie gritar: “É por isso, meus amigos, que eu nunca cuspi!” E toda a gente rebentou, outra vez, num riso frenético.

Nunca gostei da ideia de engolir sémen. E estaria a mentir se dissesse que parte de mim não estava a ser uma mimada do contra. Se um gajo espera, simplesmente, que lhe engulam o sémen, então não vou (claro) corresponder a essa expectactiva. Mais, não acho que engolir tenha de ser uma condição para chupar cacetes. Posto isto, não tenho nada contra a malta que se vem. Acho que é óptimo. Venham-se na minha barriga, no meu rabo, na minha vagina: um gajo a vir-se é o melhor acessório para a nudez. Não é que tenha nada contra engolir. É na boa. Se queres engolir, ou se curtes engolir, então desejo que tenhas muitos copos de nhanha para beber até ao fim da tua vida.

Mas, depois da humilhante imitação que o Noah fez sobre a rapariga-que-cuspe, decidi, calmamente, engolir da próxima vez que fizesse um broche. Tinha de actualizar o calibre dos meus felácios, certo? Depois disso, já estaria pronta para superar o meu medo de alturas. Se conseguisse fazer paraquedismo numa montanha suíça, o que é um pequenino gole de beita, em comparação?

Uns dias depois, lá estava eu, no meio das pernas do meu namorado, a fazer uma destreza de chupamento. Só pensava na parte de engolir, sabia que estava a chegar. Sabia, pela maneira como ele estava a arquear o rabo, que o gajo estava prestes a vir-se. A minha cabeça estava às voltas. Será que teria uma ânsia de vómito quando aquela pasta nojenta chegasse à minha garganta? Será que o devia beijar logo a seguir? Será que esta merda seria boa para a minha pele, ou assim?

“Caralho!”, berrou ele. Um líquido quente deslizou para dentro da minha boca. Foi a primeira vez que o deixei vir enquanto os meus lábios ainda estavam à volta da pila dele. Levantei-me. Num segundo, engoli os resultados da excitação dele, como se fossem um shot de tequila. E… não houve problema. Sabia a… nada. Senti-me… normal. Talvez… a minha pele até melhorasse.

Deitei-me na cama ao lado dele, a rir-me, enquanto imaginava a demonstração de cuspo que o Noah fez no restaurante. “O que se passa?”, perguntou-me o meu namorado, com um ar preocupado. “Qual é a piada? Fiz alguma coisa de errado?” Bem, se calhar, não era a melhor altura para me rir. Aninhei-me nele e beijei-o, ainda meio a sorrir.

“Não, não. Não és tu.” Beijei-o novamente, para que não houvesse dúvidas. “Mas é uma história engraçada, por acaso.”

***

Nunca mais voltei a engolir. Não tenho a certeza se é justo para mim engolir essa coisa, a menos que o gajo também prove. Ou se estiver apaixonada por ele. Quando um desses cenários acontecer, vou ingerir, para sempre e muito feliz, o sumo da pila dele.

A PRIMEIRA VEZ QUE EU ENGOLI

Not for sale anymore ✫

sábado, 13 de abril de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013